Pronomes relativos são termos que retomam um antecedente e introduzem oração subordinada adjetiva, exercendo função coesiva e sintática. Neste guia completo, você vai entender classificação, emprego de que, o qual, quem, cujo, onde e quanto, regras de regência verbal, uso correto de preposição e a diferença entre orações restritivas e explicativas, pontos decisivos em provas.
Os pronomes relativos estão entre os conteúdos mais cobrados em concursos públicos e no ENEM, especialmente em questões de regência, concordância com “cujo” e uso da vírgula em orações adjetivas. Dominar esse tema pode representar vários pontos decisivos na prova.
Além de conectarem orações, esses pronomes exercem função sintática dentro da subordinada, podendo atuar como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, adjunto adnominal, adjunto adverbial, complemento nominal ou agente da passiva. Essa dupla função exige análise estrutural da frase, não simples memorização.
Neste conteúdo, você aprenderá a identificar cada pronome relativo, aplicar corretamente a regência exigida pelo verbo da subordinada e diferenciar construções que alteram completamente o sentido do período.
O Que São Pronomes Relativos e Qual Sua Função
Pronomes relativos são palavras que retomam um termo anterior, chamado antecedente, e introduzem oração subordinada adjetiva. Exercem simultaneamente função coesiva e função sintática, atuando como termo integrante da subordinada, aspecto amplamente explorado em provas de concursos públicos.
Do ponto de vista estrutural, o pronome relativo substitui o antecedente e evita sua repetição, promovendo coesão textual. Ao mesmo tempo, ele passa a exercer uma função sintática dentro da nova oração que introduz. Isso significa que não é apenas um conectivo, mas um termo com papel definido na estrutura da frase.
Observe o exemplo: “O livro que li é interessante”. O termo “que” retoma “livro” e introduz a oração “que li”. Dentro dessa subordinada, o pronome exerce função de objeto direto do verbo “li”. Essa análise é essencial para resolver questões de identificação sintática.
Em concursos, a banca frequentemente exige que o candidato identifique a função exercida pelo pronome relativo ou reconheça a necessidade de preposição antes dele. Por isso, compreender sua estrutura vai além da definição teórica e envolve análise gramatical detalhada.
Dominar o conceito é o primeiro passo para entender classificação, emprego e regência, evitando erros comuns que comprometem clareza, correção e pontuação.
Dupla Função: Coesão e Sintaxe
Os pronomes relativos exercem duas funções simultâneas: conectam orações e desempenham papel sintático dentro da subordinada. Essa dupla atuação é central em análises de concursos, que exigem identificação precisa da função exercida pelo relativo no período.
A função coesiva ocorre porque o pronome relativo retoma um antecedente e liga a oração principal à oração subordinada adjetiva. Ele substitui o termo anterior, evitando repetição e mantendo a progressão textual. Sem esse mecanismo, o texto ficaria redundante e menos articulado.
Já a função sintática diz respeito ao papel que o pronome exerce dentro da oração que introduz. Ele pode funcionar como sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal ou adjunto adverbial, dependendo da estrutura do verbo presente na subordinada.
Veja a diferença: em “Os alunos que estudaram passaram”, o pronome “que” exerce função de sujeito do verbo “estudaram”. Em “O livro que comprei é caro”, o “que” atua como objeto direto de “comprei”. A mudança do verbo altera a função sintática.
- Retoma o antecedente.
- Introduce oração subordinada adjetiva.
- Exerce função sintática própria.
Entender essa dupla função é fundamental para resolver questões que envolvem análise sintática, regência e identificação de termos essenciais da oração.
Lista Completa dos Pronomes Relativos
A Língua Portuguesa possui um conjunto definido de pronomes relativos, classificados em variáveis e invariáveis. Conhecer cada forma, suas possibilidades de concordância e seus contextos de uso é essencial para evitar ambiguidades e erros frequentes em concursos públicos.
O pronome que é o mais utilizado e pode referir-se a pessoas ou coisas, exercendo diversas funções sintáticas. Já as formas o qual, a qual, os quais e as quais variam em gênero e número e são empregadas para evitar ambiguidade ou após preposições mais extensas, como “sobre”, “segundo” e “para”.
O pronome quem refere-se exclusivamente a pessoas e, como regra geral, aparece precedido de preposição quando exerce função que a exige. O pronome cujo indica posse, concorda com o termo posterior e nunca admite artigo. Já onde refere-se a lugar fixo, enquanto aonde indica movimento.
- Que – pessoa ou coisa; invariável.
- O qual / A qual / Os quais / As quais – variáveis.
- Quem – referente a pessoa.
- Cujo / Cuja / Cujos / Cujas – relação de posse.
- Onde – lugar com ideia de permanência.
- Quanto / Quanta / Quantos / Quantas – retomam “tudo”, “todo(s)”, “tanto(s)”.
Identificar corretamente cada pronome relativo é a base para compreender seu emprego específico e aplicar adequadamente regras de concordância e regência.
Emprego de Cada Pronome Relativo
O emprego dos pronomes relativos exige atenção à referência semântica, à concordância e à função sintática exercida na oração subordinada. Em concursos públicos, as questões costumam explorar ambiguidade, uso indevido de preposição e erros envolvendo “cujo” e “onde”.
O pronome que é o mais versátil e pode retomar pessoa ou coisa, exercendo praticamente qualquer função sintática. Já as formas o qual e suas variações são empregadas principalmente para evitar dupla interpretação ou quando aparecem após preposições mais extensas, como “sobre o qual” ou “segundo os quais”.
O pronome quem restringe-se a pessoas e normalmente surge precedido de preposição quando a regência do verbo da subordinada assim exige. O pronome cujo estabelece relação de posse e apresenta regra específica de concordância. Já onde deve ser usado apenas quando houver ideia de lugar físico ou figurado com sentido de permanência.
Outro ponto recorrente em provas é a substituição adequada entre formas equivalentes, como “em que” e “no qual”, além da identificação de construções incorretas, como o uso de artigo após “cujo”. Esses detalhes diferenciam domínio superficial de domínio técnico.
Compreender o emprego individual de cada pronome relativo permite interpretar corretamente o período e evitar erros estruturais que comprometem clareza e correção gramatical.
Que, O Qual e Quem
Os pronomes relativos “que”, “o qual” e “quem” apresentam diferenças importantes de emprego, especialmente quanto à referência, à concordância e à necessidade de preposição. Essas distinções são frequentemente exploradas em provas de concursos públicos.
O pronome que é invariável e pode retomar pessoa ou coisa. Sua versatilidade permite que exerça diferentes funções sintáticas. Exemplo: “Os candidatos que estudaram passaram”. Nesse caso, “que” é sujeito de “estudaram”. Já em “O livro que comprei sumiu”, exerce função de objeto direto.
As formas o qual, a qual, os quais e as quais são variáveis e concordam em gênero e número com o antecedente. Costumam ser empregadas para evitar ambiguidade ou após preposições mais extensas. Compare: “O relatório sobre o qual falamos foi publicado”. A substituição por “que” poderia gerar dúvida interpretativa.
O pronome quem refere-se exclusivamente a pessoas. Em regra, aparece precedido de preposição quando exigida pela regência do verbo da subordinada: “O candidato a quem me referi foi aprovado”. O verbo “referir-se” exige preposição “a”, o que determina a forma correta.
Diferenciar essas três formas é essencial para resolver questões que envolvem substituição de pronomes, análise sintática e correção de construções ambíguas.
Cujo: Indicação de Posse Sem Artigo
O pronome relativo “cujo” estabelece relação de posse entre dois substantivos e apresenta regras específicas de concordância. Seu uso é recorrente em concursos públicos, principalmente em questões que exploram erro com artigo e concordância inadequada.
Diferentemente de outros pronomes relativos, cujo não retoma apenas o antecedente, mas indica que algo pertence a ele. Na frase “O autor cujo livro venceu o prêmio foi homenageado”, o livro pertence ao autor. O pronome estabelece essa relação possessiva sem utilizar preposição ou artigo.
A concordância de cujo ocorre com o termo posterior, chamado consequente, e não com o antecedente. Assim, diz-se “A escritora cuja obra foi premiada”, pois “obra” é feminino singular. Se o termo seguinte estiver no plural, a forma será “cujos” ou “cujas”, conforme o gênero.
Regra fundamental: nunca se usa artigo após “cujo”. Construções como “cujo o livro” estão incorretas. Além disso, não se admite duplicação da ideia de posse, como em “cujo seu livro”. O valor possessivo já está implícito no pronome.
O domínio dessa estrutura evita erros clássicos de prova e demonstra compreensão sólida da concordância e da função sintática do pronome relativo.
Onde e Aonde: Lugar Fixo vs. Movimento
Os pronomes relativos “onde” e “aonde” referem-se a lugar, mas diferenciam-se pela ideia de permanência ou movimento. Essa distinção está diretamente ligada à regência do verbo da subordinada e é frequentemente cobrada em concursos públicos.
O pronome onde deve ser utilizado quando houver sentido de permanência ou localização estática. Equivale, em muitos casos, a “em que” ou “no qual”. Exemplo: “A cidade onde nasci é pequena”. O verbo “nascer” não indica deslocamento, mas localização.
Já aonde é empregado quando o verbo da subordinada indica movimento ou direção e exige a preposição “a”. Exemplo: “A cidade aonde fui fica longe”. O verbo “ir” exige preposição “a”, o que justifica a forma utilizada. A análise deve sempre partir da regência verbal.
Um erro comum é usar “onde” para retomar termos que não indicam lugar físico ou figurado com valor locativo. Em construções como “A situação onde me encontrei”, o adequado é “em que”, pois “situação” não expressa lugar propriamente dito.
Compreender essa diferença evita impropriedades linguísticas e garante precisão na aplicação dos pronomes relativos em contextos formais e avaliações objetivas.
Regência com Pronomes Relativos
A regência com pronomes relativos é determinada pelo verbo ou nome presente na oração subordinada, e não pela oração principal. Esse princípio é fundamental para evitar erros de preposição, tema recorrente em concursos públicos.
Ao analisar um período composto, o candidato deve identificar o verbo da subordinada introduzida pelo pronome relativo e verificar se ele exige complemento com preposição. É essa exigência que determinará a forma correta: “de que”, “a quem”, “em que”, “com o qual”, entre outras possibilidades.
Observe: “A matéria de que gosto é gramática”. O verbo “gostar” é transitivo indireto e exige a preposição “de”. Logo, o correto é “de que”. A oração principal não interfere nessa escolha. O mesmo ocorre em “O amigo a quem telefonei mora longe”, pois “telefonar” exige preposição “a”.
Outro exemplo clássico é “O curso em que me inscrevi é gratuito”. O verbo “inscrever-se” rege a preposição “em”. Portanto, a construção adequada deve respeitar essa exigência. Ignorar a regência gera construções incorretas como “O curso que me inscrevi”.
Dominar a regência com pronomes relativos exige análise sintática cuidadosa e conhecimento dos verbos transitivos diretos, indiretos e dos complementos nominais mais frequentes em provas.
A Preposição É Determinada pelo Verbo da Subordinada
A escolha da preposição antes do pronome relativo depende exclusivamente da regência do verbo presente na oração subordinada. Esse princípio orienta construções como “de que”, “a quem” e “em que”, frequentemente exigidas em provas.
Para aplicar corretamente a regra, o primeiro passo é localizar o verbo da subordinada introduzida pelo pronome relativo. Em seguida, deve-se identificar sua transitividade. Se o verbo exigir preposição, ela deverá anteceder o pronome relativo.
Veja: “A matéria de que gosto é gramática”. O verbo “gostar” é transitivo indireto e rege a preposição “de”. Por isso, a forma correta é “de que”. Já em “O candidato a quem me referi foi aprovado”, o verbo “referir-se” exige a preposição “a”, justificando a construção.
O mesmo raciocínio aplica-se a “O curso em que me inscrevi”. O verbo “inscrever-se” rege a preposição “em”. Caso o verbo seja transitivo direto, não haverá preposição, como em “O livro que comprei”.
- Identifique o verbo da subordinada.
- Verifique sua regência verbal.
- Determine se há exigência de preposição.
- Posicione a preposição antes do pronome relativo.
Esse procedimento analítico evita erros estruturais e garante correção gramatical em construções com pronomes relativos.
Exemplos Práticos de Regência com Relativos
A aplicação da regência com pronomes relativos exige análise estrutural do período. Em concursos públicos, as bancas frequentemente apresentam frases com erro de preposição para que o candidato identifique a forma correta.
Observe a construção incorreta: “O curso que me inscrevi é gratuito”. O verbo “inscrever-se” rege a preposição “em”. Logo, o correto é “O curso em que me inscrevi”. A ausência da preposição compromete a regência verbal e torna a estrutura inadequada.
Outro exemplo recorrente envolve o verbo “assistir” no sentido de “ver”: “O filme que assisti ontem foi premiado”. Nesse caso, o verbo exige a preposição “a”. Portanto, a forma correta é “O filme a que assisti ontem”. A análise deve sempre considerar o sentido empregado.
Considere ainda: “A pessoa que confio é experiente”. O verbo “confiar” rege a preposição “em”. A construção adequada é “A pessoa em quem confio é experiente”. A substituição por “quem” ocorre porque o referente é pessoa.
- Erro: O livro que gosto é interessante.
- Correção: O livro de que gosto é interessante.
- Erro: A cidade que fui é distante.
- Correção: A cidade a que fui é distante.
Treinar com exemplos variados fortalece a compreensão da regência verbal e consolida o uso correto dos pronomes relativos em contextos formais.
Orações Adjetivas Restritivas e Explicativas
As orações subordinadas adjetivas, introduzidas por pronomes relativos, classificam-se em restritivas e explicativas. A diferença entre elas está no sentido que atribuem ao antecedente e no uso da vírgula, aspecto decisivo em questões de interpretação.
A oração adjetiva restritiva delimita ou especifica o sentido do antecedente. Ela seleciona um subconjunto dentro de um grupo maior e não é isolada por vírgulas. Em “Os alunos que estudaram passaram”, entende-se que apenas parte dos alunos estudou e, por isso, foi aprovada.
Já a oração adjetiva explicativa acrescenta uma informação acessória sobre o antecedente, sem restringi-lo. Nesse caso, utiliza-se vírgula. Observe: “Os alunos, que estudaram, passaram”. A leitura indica que todos os alunos estudaram e, por consequência, foram aprovados.
A presença ou ausência de vírgula altera significativamente o sentido do período. Em provas, a banca pode solicitar a identificação do tipo de oração ou questionar se a retirada das vírgulas modifica o significado original.
Compreender essa distinção é essencial para interpretar textos com precisão e aplicar corretamente as regras de pontuação associadas aos pronomes relativos.
A Vírgula Que Muda o Sentido da Oração
A presença ou ausência de vírgula nas orações adjetivas introduzidas por pronomes relativos altera diretamente o sentido do enunciado. Essa diferença semântica é frequentemente explorada em provas objetivas e questões de interpretação textual. A
Na oração adjetiva restritiva, não há vírgula porque a informação é indispensável para identificar o referente. Em “Os candidatos que estudaram foram aprovados”, apenas parte dos candidatos estudou. A oração seleciona um grupo específico dentro de um conjunto maior.
Na oração adjetiva explicativa, as vírgulas indicam informação acessória. Em “Os candidatos, que estudaram, foram aprovados”, entende-se que todos estudaram. A oração não restringe, apenas acrescenta dado complementar. A mudança de pontuação modifica o alcance do enunciado.
Esse contraste pode alterar conclusões interpretativas. Em textos jurídicos, administrativos ou acadêmicos, a distinção entre restringir e explicar impacta diretamente o sentido normativo ou informativo da frase.
- Sem vírgula: sentido restritivo, delimitação do referente.
- Com vírgula: sentido explicativo, informação adicional.
- A mudança de pontuação altera o conjunto referido.
- Interpretação depende da função semântica da oração.
Identificar corretamente o tipo de oração adjetiva garante precisão interpretativa e evita erros de análise em avaliações formais.
Perguntas frequentes sobre pronomes relativos
O que são pronomes relativos?
Pronomes relativos são palavras que retomam um termo anterior, chamado antecedente, e introduzem oração subordinada adjetiva. Além de conectarem orações, exercem função sintática na subordinada, podendo atuar como sujeito, objeto direto, indireto ou complemento nominal.
Qual é a função do pronome relativo “que”?
O pronome “que” é o mais versátil da língua portuguesa. Pode referir-se a pessoas ou coisas e exercer diversas funções sintáticas. Em “O livro que comprei”, atua como objeto direto. Em “Os alunos que estudaram”, exerce função de sujeito.
Quando usar “cujo” corretamente?
“Cujo” indica relação de posse e concorda com o substantivo que vem depois, não com o antecedente. Nunca admite artigo após sua forma. O correto é “O autor cujo livro venceu”, e não “cujo o livro”.
Como saber qual preposição usar antes do pronome relativo?
A preposição é determinada pela regência do verbo ou nome presente na oração subordinada. Em “A matéria de que gosto”, o verbo “gostar” exige a preposição “de”. A análise deve sempre partir do verbo da subordinada.
Qual a diferença entre oração restritiva e explicativa?
A oração restritiva delimita o antecedente e não usa vírgula: “Os alunos que estudaram passaram”. A explicativa acrescenta informação acessória e é isolada por vírgulas: “Os alunos, que estudaram, passaram”. A pontuação altera o sentido.
Qual a diferença entre “onde” e “aonde”?
“Onde” indica permanência ou localização estática. “Aonde” indica movimento e é usado com verbos que exigem preposição “a”, como “ir” e “chegar”. A escolha depende da regência verbal presente na subordinada.
Conclusão
Os pronomes relativos são elementos essenciais para a construção de períodos compostos, pois retomam um antecedente e introduzem oração subordinada adjetiva, exercendo simultaneamente função coesiva e sintática. Seu domínio é indispensável para interpretação textual e análise gramatical em concursos.
Ao longo deste conteúdo, vimos a classificação completa dos pronomes relativos, as diferenças de emprego entre “que”, “o qual”, “quem”, “cujo”, “onde” e “aonde”, além das regras de concordância e da regência determinada pelo verbo da subordinada. Também analisamos a distinção entre orações restritivas e explicativas, cuja pontuação altera o sentido do enunciado.
Mais do que memorizar regras, é fundamental compreender a estrutura sintática do período e aplicar a análise correta em cada contexto. A identificação da função exercida pelo pronome relativo e da preposição exigida pelo verbo é o que garante precisão e evita erros clássicos de prova.
Com estudo orientado e prática constante, os pronomes relativos deixam de ser um conteúdo complexo e passam a representar oportunidade de ganho estratégico de pontos em avaliações formais.