A concordância verbal é a flexão do verbo para se ajustar ao sujeito em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª), sendo fundamental para a clareza da comunicação e amplamente cobrada em concursos e provas. Este guia aborda a regra geral, 11 casos especiais e exemplos comentados para cada situação.
Em mais de 20 exemplos práticos, mostramos como o verbo deve concordar com o núcleo do sujeito, incluindo sujeitos compostos, expressões partitivas e pronomes relativos. Cada caso é detalhado com atenção às nuances que costumam gerar confusão em avaliações formais.
Com a metodologia clara e aplicada do Português com Letícia, você compreenderá não apenas as regras tradicionais, mas também a flexibilidade necessária nos casos especiais, garantindo domínio completo da concordância verbal.
Aprenda a identificar padrões, aplicar regras de forma prática e evitar os erros mais comuns. Aprofundar esses conceitos aumenta sua segurança em provas, redações e comunicação formal, transformando a teoria em aplicação real.
O Que É Concordância Verbal e Qual a Regra Geral
A concordância verbal ajusta o verbo ao sujeito em número e pessoa. Esse processo é essencial para a clareza da comunicação e é um assunto muito exigido em concursos. Compreender essa regra evita erros comuns e facilita a interpretação correta de textos.
O verbo deve concordar com o núcleo do sujeito. Por exemplo, “O aluno estuda” apresenta verbo singular, concordando com o sujeito singular “aluno”, enquanto “Os alunos estudam” apresenta verbo plural, concordando com o sujeito plural “alunos”.
Essa flexão é a base da gramática e serve como referência para os casos especiais que surgem em provas, incluindo sujeitos compostos e expressões partitivas. A correta aplicação da regra geral garante segurança na escrita e na comunicação formal.
Compreender a regra geral é o primeiro passo para dominar a concordância verbal. Ao identificar o núcleo do sujeito e ajustar o verbo corretamente, você estabelece o fundamento necessário para lidar com as exceções mais complexas da língua portuguesa.
O Verbo Concorda com o Núcleo do Sujeito
O verbo deve sempre concordar com o núcleo do sujeito em número e pessoa, garantindo clareza na comunicação e correção gramatical. Essa regra é aplicável a todos os tempos verbais e contextos formais de escrita.
Por exemplo, na frase “O aluno estuda”, o verbo “estuda” está no singular, concordando com o sujeito singular “aluno”. Já em “Os alunos estudam”, o verbo “estudam” concorda com o sujeito plural “alunos”.
Essa relação é fundamental para evitar erros comuns na escrita e na fala. Em sujeitos compostos, como “A professora e o aluno estudam juntos”, o verbo concorda com o conjunto de núcleos, reforçando a importância de identificar corretamente o núcleo do sujeito.
Dominar essa concordância básica estabelece a base necessária para compreender os casos especiais, que exigem atenção adicional às nuances da língua portuguesa e costumam ser bastante cobrados em concursos e avaliações.
Por Que os Casos Especiais São Tão Cobrados
Os casos especiais de concordância verbal aparecem com frequência em provas e concursos devido à complexidade e à flexibilidade que apresentam. Eles exigem compreensão detalhada das regras e capacidade de aplicar a concordância correta em contextos variados.
Por exemplo, em sujeito composto posposto, como “Viajaram Pedro e Maria”, o verbo pode concordar com o núcleo mais próximo ou ir para o plural, gerando dúvidas comuns. Expressões partitivas, como “A maioria dos alunos passou”, também permitem variações entre singular e plural, dependendo da concordância ideológica.
Essa variabilidade é explorada em avaliações para testar o domínio do candidato sobre nuances da língua portuguesa. Compreender esses casos especiais é essencial para evitar erros frequentes, garantindo segurança em provas e na comunicação escrita formal.
Dominar as particularidades desses casos prepara o aluno para identificar padrões e aplicar as regras com precisão, aumentando o desempenho em concursos e a confiança no uso do português em situações acadêmicas e profissionais.
Casos Especiais de Concordância Verbal
Os casos especiais de concordância verbal envolvem situações que fogem da regra geral, sendo amplamente cobrados em concursos e avaliações formais. Compreender esses casos garante precisão na escrita e evita erros recorrentes em provas.
Entre os principais casos estão o sujeito composto anteposto ou posposto, expressões partitivas e o uso de pronomes relativos e de tratamento. Cada situação apresenta nuances específicas que exigem atenção para aplicar a concordância correta.
Por exemplo, em sujeitos compostos antepostos, como “Pedro e Maria viajaram”, o verbo deve ir para o plural. Já em sujeitos compostos pospostos, a concordância pode ser atrativa, como em “Viajaram Pedro e Maria”, permitindo flexibilidade sem comprometer a correção gramatical.
Dominar esses casos especiais prepara o estudante para enfrentar questões complexas, aumenta a segurança em avaliações e garante a aplicação correta da concordância verbal em diversos contextos da língua portuguesa.
Sujeito Composto Anteposto e Posposto
Em sujeitos compostos antepostos, o verbo deve concordar no plural. Por exemplo, “Pedro e Maria viajaram” apresenta verbo plural, concordando com os dois núcleos do sujeito. Já em sujeitos compostos pospostos, como “Viajaram Pedro e Maria”, é possível que o verbo concorde com o núcleo mais próximo, permitindo flexibilidade na concordância.
Essa distinção é frequente em concursos, pois testa o domínio do candidato sobre regras e exceções. A concordância atrativa, presente nos sujeitos pospostos, exige atenção para não gerar erros, principalmente em textos formais ou acadêmicos.
Entender a concordância em sujeitos compostos é crucial para aplicar corretamente a regra em diferentes contextos. Praticar com exemplos variados ajuda a internalizar essas nuances e evita confusões comuns em avaliações.
Dominar essas situações prepara o aluno para identificar padrões e aplicar a concordância correta, garantindo segurança e precisão na escrita e na comunicação formal.
Expressões Partitivas: ‘A Maioria de’, ‘Grande Parte de’
Expressões partitivas, como “a maioria de” e “grande parte de”, apresentam particularidades na concordância verbal. O verbo pode concordar com o núcleo da expressão (singular) ou com o especificador (plural), dependendo do contexto e da intenção do falante ou escritor.
Por exemplo, “A maioria dos alunos passou” apresenta verbo no singular, concordando com o núcleo da expressão. Já “A maioria dos alunos passaram” reflete concordância ideológica com o grupo de alunos, mostrando flexibilidade que deve ser dominada para evitar erros em provas. Vale destacar que as duas formas de concordância são consideradas corretas.
Essas expressões são cobradas em concursos justamente por essa variação, exigindo atenção para interpretar corretamente o núcleo e aplicar a concordância adequada. O domínio dessas nuances ajuda a garantir precisão na escrita e segurança em avaliações.
Praticar com diferentes expressões partitivas permite internalizar essas regras, aplicando-as corretamente em contextos formais, redações e questões de concurso, consolidando o aprendizado da concordância verbal.
Pronomes Relativos ‘Que’ e ‘Quem’ Como Sujeito
Os pronomes relativos “que” e “quem” exigem atenção especial na concordância verbal. O verbo normalmente concorda com o antecedente do pronome, mas podem ocorrer variações dependendo da estrutura da frase e do contexto da oração.
Por exemplo, em “Fui eu que resolvi”, o verbo “resolvi” concorda com o antecedente “eu”. Já em “Fui eu quem resolveu”, o verbo que tem como sujeito o pronome “quem” fica, preferencialmente, na terceira pessoa do singular (quem resolveu). Alguns gramáticos até admitem que o verbo possa concordar com o antecedente (neste caso, ficaria “Fui eu quem resolvi”), mas essa concordância é menos aceita e não é o modo como costuma cair nos concursos públicos.
Essas construções são frequentemente cobradas em provas por exigirem análise cuidadosa do antecedente e do pronome relativo. Compreender essas regras ajuda a aplicar corretamente a concordância e a interpretar textos complexos.
Praticar com exemplos variados permite internalizar o padrão de concordância com pronomes relativos, garantindo clareza, correção gramatical e segurança em provas e redações.
Sujeito com ‘Ou’, Pronomes Indefinidos e de Tratamento
Em sujeitos ligados por “ou”, o verbo concorda no singular se houver ideia de exclusão e no plural se houver inclusão. Por exemplo, “Pedro ou Paulo será o presidente” indica exclusão e usa verbo singular, enquanto “Português ou Matemática exigem dedicação” indica inclusão e exige plural.
Pronomes de tratamento, como “Vossa Excelência”, exigem verbo na 3ª pessoa, independentemente da pessoa gramatical subentendida. Já pronomes indefinidos seguidos de “de nós” ou “de vós” podem ter concordância singular ou plural conforme o pronome utilizado, como em “Alguns de nós precisam decidir” ou “Alguns de nós precisamos decidir”.
Essas regras são recorrentes em concursos, pois exigem atenção ao sentido da frase e à identificação correta do núcleo do sujeito. Aplicar a concordância correta evita ambiguidades e erros formais.
Praticar essas situações ajuda a internalizar a regra, garantindo precisão na escrita, clareza na comunicação e segurança em avaliações, redações e contextos formais da língua portuguesa.
Concordância com o Verbo ‘Ser’
O verbo “ser” apresenta particularidades na concordância, ora concorda com o sujeito, ora com o predicativo. Compreender essas regras é essencial para escrever corretamente e acertar questões de provas.
O verbo “ser” concorda com o sujeito quando este for representado por um pronome pessoal reto, como em “Nós somos um só”. Quando o sujeito for representado por um dos pronomes “tudo”, “nada”, “isto”, “isso” e “aquilo”, o verbo concordará, preferencialmente, com o predicativo, como em “Isso são alegrias da adolescência”. E se o sujeito for os pronomes interrogativos “que” ou “quem”, o verbo concordará com o predicativo, como em “Quem são eles?”.
Em indicação de horas, datas, tempo e distância, a concordância também é feita com o predicativo, como em “São dez horas”, “Hoje são 4 de maio”, “É frio no campo” e “São dois quilômetros até lá”.
Vale lembrar que, na indicação de data, o verbo também pode ficar no singular, já que a palavra “dia” pode estar subentendida, como em “Hoje é [dia] 4 de maio”.
Nas especificações de preço, peso e quantidade, o verbo “ser” fica no singular em expressões como “Três dias é demais”, “Vinte reais é muito”, “Cinco horas é pouco”.
Dominar a concordância do verbo “ser” prepara o estudante para situações complexas, garantindo segurança em provas, redações e na comunicação formal, além de consolidar o entendimento de casos especiais da concordância verbal.
Verbos Impessoais: Haver, Fazer e Fenômenos da Natureza
Os verbos impessoais não possuem sujeito e seguem regras específicas de concordância verbal. Entre os mais comuns estão “haver”, “fazer” indicando tempo e os verbos que descrevem fenômenos da natureza. Compreender essas regras evita erros frequentes em redações e provas de concursos.
O verbo “haver”, no sentido de existir, é invariável e sempre usado na 3ª pessoa do singular: “Havia muitos candidatos”, e não “Haviam muitos candidatos”. Já “fazer”, quando indica tempo decorrido, também permanece na 3ª pessoa do singular: “Faz três anos”.
Verbos de fenômenos naturais, como “chover”, normalmente são impessoais: “Choveu muito”. No entanto, quando o verbo é empregado com sentido figurado, o sujeito existe, como em “Choveram reclamações”, e o verbo concorda com o sujeito. Por isso é tão importante identificar corretamente o sujeito ou a ausência dele.
Dominar a concordância dos verbos impessoais é essencial para garantir clareza e precisão na escrita, além de preparar o aluno para provas, redações e contextos formais da língua portuguesa.
“Haver” no Sentido de “Existir”: Sempre no Singular
O verbo “haver”, quando indica existência, é sempre impessoal e permanece na 3ª pessoa do singular. Por exemplo, dizemos “Havia muitos candidatos” e não “Haviam muitos candidatos”, pois o verbo não concorda com o substantivo que segue.
Essa regra é muito cobrada em provas de concursos públicos. A identificação de verbos impessoais é fundamental para questões de concordância verbal e de análise sintática.
Entender a natureza impessoal do verbo ajuda a aplicar corretamente a concordância, evitando ambiguidades e erros frequentes, principalmente em provas, redações e contextos acadêmicos.
Praticar com diferentes contextos de uso do verbo “haver” permite internalizar essa regra, consolidando a segurança na aplicação da concordância verbal em situações formais da língua portuguesa.
“Fazer” Indicando Tempo: Invariável
Quando o verbo “fazer” indica tempo decorrido, ele é impessoal e permanece sempre na 3ª pessoa do singular. Por exemplo, dizemos “Faz três anos” e não “Fazem três anos”, independentemente do número que segue.
Essa regra é fundamental em redações, provas de concurso e textos formais, pois evita erros comuns de concordância e garante clareza na comunicação.
Compreender o uso impessoal do verbo “fazer” permite aplicar a concordância corretamente, mesmo em contextos variados, reforçando a precisão gramatical e a segurança na escrita.
Praticar com diferentes exemplos de expressões temporais ajuda a internalizar essa regra e a aplicá-la de forma consistente em provas, textos acadêmicos e situações formais da língua portuguesa.
Dúvidas comuns sobre concordância verbal
Como funciona a concordância verbal em frases simples?
Na concordância verbal, o verbo deve concordar com o sujeito em número e pessoa. Por exemplo, em “O aluno estuda”, o verbo está no singular, assim como o sujeito. Já em “Os alunos estudam”, o verbo está no plural, concordando com o sujeito plural.
Quais são os casos especiais mais cobrados em provas?
Os casos especiais incluem o sujeito composto anteposto, onde o verbo deve estar no plural, e expressões partitivas, que podem ter o verbo no singular ou plural, dependendo do contexto. Essas regras são frequentemente abordadas em concursos.
Como o verbo ‘ser’ concorda com o predicativo?
O verbo ‘ser’ pode concordar com o predicativo, como em estruturas em que o sujeito é constituído por pronomes como “tudo”, “isso”, “aquilo”, “que” e “quem” ou em indicação de horas, datas, tempo e distância.
O que são expressões partitivas e como funcionam?
Expressões partitivas, como “a maioria de” ou “grande parte de”, seguidas de um substantivo no plural, admitem dois tipos de concordância: o verbo pode permanecer no singular ou ir para o plural, como em “A maioria dos alunos errou a questão” (verbo concordando com “maioria”) e “A maioria dos alunos erraram a questão” (verbo concordando com “alunos”).
Qual a diferença entre sujeito composto anteposto e posposto?
No sujeito composto anteposto, o verbo deve estar no plural, como em “Pedro e Maria viajaram”. Já no posposto, o verbo pode concordar com o núcleo mais próximo, permitindo variações como “Viajaram Pedro e Maria” ou “Viajou Pedro e Maria”.
Como a concordância verbal é aplicada em expressões de tempo?
Em expressões de horas, datas e distâncias, o verbo ‘ser’ concorda com o numeral. Por exemplo, dizemos “São duas horas” ou “É uma hora” ou “Eram 10 de maio”.
Conclusão
Dominar a concordância verbal é essencial para escrever corretamente, interpretar textos e se destacar em concursos e provas. A regra geral estabelece que o verbo deve concordar com o núcleo do sujeito em número e pessoa, mas os casos especiais exigem atenção às nuances da língua portuguesa.
Casos como sujeitos compostos, expressões partitivas, pronomes relativos, verbos impessoais e o uso do verbo “ser” em predicativos, horas, datas e distâncias são recorrentes em avaliações e demandam prática e compreensão detalhada.
Praticar exemplos variados, identificar padrões e aplicar a concordância de forma consciente garante segurança na comunicação escrita, precisão gramatical e desempenho superior em contextos acadêmicos, profissionais e formais.
Seguindo a metodologia clara do Português com Letícia, você poderá consolidar o aprendizado, evitar erros comuns e aplicar a concordância verbal de forma consistente e confiante em todas as situações.